sábado, 21 de junho de 2014

devolvo um pouco do reflexo que é amor


Também te amo. Sim. E é estranho como uma vida inteira se me resuma a uma palavra. Possivelmente por ser a única a dizer tudo o que vale a pena saber. - Vergílio Ferreira em Cartas a Sandra

domingo, 15 de junho de 2014

e mais...



um corpo quer outro corpo, uma alma quer outra alma e seu corpo. Este excesso de realidade me confunde. - Adélia Prado

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Candidaturas


Este cOração já levAva umAs palMadas BoAs!
Como é? planos para sexta?
A BabY diz:
Depilação completa, pele hidratadíssima
e aroma fresco adocicado.  
candidatura electrónica na caixa de comentários
I
I
I
I
V

sexta-feira, 30 de maio de 2014

falem-me sobre isto;

"Dizem que a felicidade vem das coisas mais pequenas,
 então olhe para o seu pénis e seja feliz"

quarta-feira, 28 de maio de 2014

o que me dás,

dás-me vontade.
És sábio. Provocas-me ao ponto de me deixares extasiada de desejo.
e que vontade me dás.
És matreiro. Encharcas-me as entranhas do lugar do pensamento, com lamurias luxuriantes.
oh que vontade me dás.
És tesão. Não posso ignorar o quanto o meu sentir anseia te ter, dentro de mim,
por horas sem fim. 

não calculas. Que vontade me dás.

" Não há fechadura tão forte que uma gazua de ouro não possa abrir. " Provérbio Português  

segunda-feira, 26 de maio de 2014


 PINANTE DE FRADELOS disse...
 bom dia baby. se fores boa, podes continuar a participar...
 boa na cama
 boa de corpo
 boa de cara
 boa de espirito
 boa gulosa
 ...enfim tude de boa.

Pinante de Fradelos, eu sou mesmo boa é a fazer bolos! Serve?

quinta-feira, 22 de maio de 2014

modernices

esta coisa de ela estar praticamente nua e ele vestido...
coisa do século passado! 
Mais um pouco ele pede-lhe que apague a luz! 

dava-te...

Querido blogue, hoje deixaram-me uma privada;
 "dava-te umas valentes dentadas nas nádegas!"
Achei simpático, vá, fofo! Confesso que fiquei bastante inquieta ou mesmo num misto desassossego, entre corpo e mente.. .
Ocorreu-me se seria o lobo mau, mas esse já é bom. Cogitei sobre um possível fã do filme tubarão. Acabei por pensar em algo bem mais simples... rural. Afinal é no produto biológico que reside a aposta! 
"O problema é que quero muitas coisas simples, então pareço exigente." - Fernanda Young

terça-feira, 20 de maio de 2014

nem sempre sai perfeito


Esmerava-se. Levava horas a pensar, construia listas mentais, análises profundas, gráficos de graciosidade, compatibilidade de desejos. pesquisas de género, averiguava questões de pele, apurava cheiros, afinava por exclusão de partes, indagava pós e contras e nunca chegava a conclusões. Esquecia. continuava a foder com quem pouco lhe dizia. 

sábado, 17 de maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

arejem meu.s olho.s sff




















há gente que me cansa! dão-me música sem saber tocar e cânticos nem pensar. 
posso ser eu mouca de ouvido. ou revolta de intestino. Minha irmã garantiria, que será, que seria, mal de fígado diria!

há gente que me cansa! ventilam-me mal os pulmões. dão-me palpitações. puxões e contusões. O vizinho confirmaria, aí Maria, aí Maria, com uma foda isso ia!

há gente que me cansa! dá-me nós de pança. luxações, sermões sem vingança. Eu digo, afirmo sem esperança, que há gente que me cansa!

promessas

juro que vou ser boa menina e portar-me bem durante 2 semanas.
promessa de escuteira!

"há muitas razões para duvidar e uma só para crer" - Carlos Drummond de Andrade 

Tendo em conta que já tinha recebido avisos sobre a violação das nossas políticas, o seu acesso ao Google+ ficará limitado durante duas semanas. Durante este período, não poderá utilizar a maioria das funcionalidades do Google+, tais como partilhar mensagens ou publicar comentários.

da Vicio de Ti para ajudar à festa:
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

O perfil do google + da baby foi suspenso. Acho que ando a partilhar muita pila e muito pipi! tsssstttt

suspenso????

"o bom lider é aquele que é capaz de atingir a sua sensibilidade sem impedir o seu brilho" - John Maxwell


O seu perfil do Google+ foi suspenso por conter texto, imagens ou outros conteúdos que constituem uma violação da Política de Conteúdos e Conduta de Utilizador do Google+.


segunda-feira, 12 de maio de 2014


" temos de ir à procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade." - Madre Teresa de Calcuta

quarta-feira, 7 de maio de 2014

cabeças

para o legionário;


põe-me a mexer, transporta-me, força-me a mover.
fala comigo sem produzir som, um falar falando, sem desmoronar, fiel ao me olhar.
acena-me o tempo, diz que passou demais, precisa (me) respirar.
e eu sigo, vou, por pequenas linhas, como duas rodas no mesmo trilho.
nunca se tocam.
ele assiste, num traduzir fácil e gingão, julga-se a sentir.
ainda assim leva-me!
leva, segura-me e gira, por aí...
leva-nos um dia, 
como quem perde cabeças. 

sábado, 19 de abril de 2014

área VIP

Dar o cu é bom!

Dar o cu é bom e não tenho vergonha de assumir isso.
O cuzinho é a área VIP, que poucos conhecem e para entrar é necessário merecer.
Sentir um pau entrando na bunda, é uma sensação quase indescritível, principalmente se bem excitada e molhada, a ponto da lubrificação escorrer e facilitar a penetração. 
oh Leninha, como eu gostava de ter um tête-à-tête contigo, assim mesmo de frente, caso tenhas dúvidas, olhos nos olhos e explicavas-me tim-tim por tim-tim, como fazer! É que agora serve-me um pau, com uns 3 cm de raio, que raios, me parte toda!!!

"Quanto mais difícil, penosa e dura é uma coisa, tanto mais se obstinam os homens, tanto mais a querem." - Galiani

sexta-feira, 18 de abril de 2014

e ninguém está aqui para foder!


maluco(a)? malucos somos todos!
"quem passa muito tempo nesta aldeia,
sofre, certamente, de alguma patologia
pouco saudável."
aos malucos da minha aldeia, santa sexta.feira
"com o engodo da mentira, pesca-se uma carpa de verdade." - Shakespeare

quarta-feira, 16 de abril de 2014

My kind of stuff (e... depois?)

escorregou pela branca porcelana, tal leoa marinha.
A água quente encharcou o seu corpo, mais do que já vinha, tenso e húmido, numa mistura entre ânsia e medo. 
Ficou quieta, dentro do seu fato ensopado, enrolado sobre si. Aguardava sinais do canto inverso da imensa banheira.
Uma neblina azulada, emaranhava-se ao centro, violava-lhe o cabelo solto, acariciava-o e depois zarpava entre a testa desfocando-lhe a visão.
Mas cedo, as águas calmas se agitaram. Abriram-se que nem portões, saindo encharcadas umas pernas esguias, tais serpentes surdas, atentas às vibrações fortes da sedução. E o nevoeiro fugiu, aterrorizado com a ondulação.
Descortinou-se uma mulher de pele muito branca de olhar negro e fios de cabelos muito escuros, que elevava o corpo pedinte, cuspindo de uns lábios gordos o desejo a ser saciada. Uma Naja perigosa, com sua vulva peçonhenta, encantada por contornos desconhecidos.
E insistente, por uma mão de dedos finos, decorados a anéis de pedras lustrosas que encandeavam os azulejos curiosos, alteava a céu aberto, um clitóris dilatado e choroso por lágrimas de espuma.
Arrepiou-se, respirou tremula ao embate da visão. Por momentos assustou-se com o tamanho e forma, pensou ser incapaz de corresponder ao que se propôs pelo frio sentido nas entranhas do seu ser, tão feminino. Achou que nem a flauta mais encantada a fazia cair sobre aquele monte de vénus. 
Não se desenovelava do seu traje, já transformado em camisa de forças. O corpo tinha sede, mas a mente era travada por uma razão de medo, igual ao embate com a cobra na savana seca.
Mas ali não era o deserto e água de todo rareava. Naquele ambiente azul celeste, era quarto, um quarto de banhos. Ali pingava a torneira, pingos sedentos que chamavam outros fios de água.
E ela, deixando-se ir na sinfonia da pinga, atordoada na neblina, inebriada pelo cheiro intenso a flores gulosas. Caiu, mergulhou no lago...


Nasci sensitiva e assim hei-de morrer, muito provavelmente... nós somos o que somos e não o que queríamos ser; não te parece?" - Florbela Espanca 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Propus à Vicio a escrita de um texto com base na mesma imagem (escolhida por ambas), agendado para publicação simultânea. Resultados certamente distintos.
O post da Vicio pode ser lido aqui

olha para mim quando te chamo

sabes tão bem e cheiras tão bem, sempre...
o teu sabor fica-me nos dedos pelos dias seguintes e cheiro-te neles. Deixo as minhas pálpebras fecharem lentamente quando os inalo e sonho-te, interpreto o que nunca consigo entender enquanto te toco. És intensa demais, misteriosa e dada. Choca-me, enche-me de um receio atroz, matas-me de medo de um dia arriscar te amar. 
E o simples era tão bom...

sabes tão bem e cheiras tão bem, sempre...
a tua pele recheia-me a vontade e roço-me nela, barro-me em ti como uma manteiga doce em pão seco que sou. E desejo ficar pegajoso de ti, envolto desse teu cheiro encorpado e seguro. Assustas-me, e eu sou tão parvo, que só consigo sonhar com paixão quando estou longe do teu corpo.
E a certeza é tanta à distância...

sabes tão bem e cheiras tão bem, sempre...
a tua voz pedia-me que te observasse, lembro-me. Achava que só te amava por dentro, para quê te encarar de frente. Ver-te e encontrar sinais não tão belos quanto os que tens nos ombros. Tremo com o que trazes nesse teu avesso. 
E agora, que não mais moras nos meus dedos, queria te cheirar, poder ter, e tanto te olhar...



domingo, 13 de abril de 2014

My kind of stuff


O telefone deu o sinal. O corpo desobediente começou a tremer. Não fazendo ideia da pessoa que iria ter a seu lado. 
O que  falar durante o percurso de carro, tornava tudo bem empolgante e envolvente, um misto de receio e excitamento. 
Mirou-se pela última vez ao espelho e achou-se bem bonita, recuperada do tempo em falta. Respirou fundo e desceu depressa de mais para o tamanho do salto.
O carro era de cor escura, a hora tardia não dava para distinguir muito mais, mas a luz do luar fazia brilhar a chapa bem polida.
Entrou no carro, sentou-se, ajeitou o vestido e finalmente olhou para ele.
Um homem grande, que sorriu, um sorriso calmo e estudado que se fechou ao proferir em jeito de agradecimento três palavras, salientando o facto de ela obedecer ao dress code. 
O silêncio imperou no carro de alta gama, onde nem os cavalos relinchavam de cansados.
A hora de viagem fora constrangedora, mas ela mantivera-se firme, dentro do seu vestido justo.
O corpo suado colava-lhe mais o tecido. E o seu perfume intensificou ao ponto de receber o único elogio da noite. "cheira bem", disse ele ao parar a viatura à porta do palacete e ao acendeu a luz, onde o espelho do pendura desceu automaticamente. Percebera que era para retocar a maquilhagem e assim o fez, nervosa. 
Aguardaram uns segundos e mais um homem de porte elegante veio apanha-la ao carro. Ouviu de soslaio, o afinal motorista confinar o desejo de uma boa noite. 
Acompanhou a elegante figura, que lhe guardara o casaco e mala. Ia de corpo envolto no solitário pano negro, justo demais e sem saber onde colocar as mão vazias.
Chegaram finalmente, depois de muito corredor labirinto e muitos metros de passadeira.
Abriu-lhe a porta e desejou-lhe igualmente boa noite.
O quarto era uma sombra incompleta, com um forte aroma floral. Ficou imóvel. Ao fim de alguns segundos, uma voz feminina mandou-a chegar-se à  porta, onde nascia uma luz envergonhada. Acedeu e aproximou-se devagar.
Uma mulher, banhava-se numa banheira longa. O nevoeiro não deixava ver a sua inteira beleza.
Pediu que se chegasse mais perto. Deixou-se observar no seu traje bem negro. A voz ordenou que soltasse o cabelo e que assim entrasse na água fervente. 
Abandonou os sapatos à margem daquele charco com vida e de vestido entrou...   

"Eu gosto de ser surpreendida, talvez seja pelo tédio rotineiro da minha vida, não costumo viver muitas surpresas, talvez a mais esperada esteja a caminho."Thalita B.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A Baby Suicida, não só manda vir desafios, como também é dada aos de outras casas desta Aldeia, ora cliquem na imagem "oh" se faz favor:


http://undiscloseddesires1971.blogspot.pt/2014/04/vontade-de.html

Desafio: depois conta-me como foi.

do Blogue - Undiscloseddesires

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Obrigada a todas as meninas, que são as mais sensuais da Aldeia, pela participação ativa ao desafio da baby suicida.
Quanto aos cavalheiros e público em geral, o nosso igual agradecimento, esperando que, agora, tenham oportunidade de estadia prolongada nas casas destas senhoras, tão quentes e apetecíveis. Estou certa que elas dispõem de maravilhosa literatura, colmatando assim os vossos mais ínfimos desejos.
  
Texto 1 - "Vontades" - MissM 
Texto 2 - "Flagrante" - Não se quer identificar
Texto 3 - "Pego-te com jeito"- AC, que mora aqui
Texto 4 - "Sempre podes te vir hoje" - A secretária, que mora aqui
Texto 5 - "Vontade cega"- Nikita, que mora aqui
Texto 6 - "Já não há vazio"- Imprópria, que mora aqui
Texto 7 - "Desconhecidos" - Sil Maria, que mora aqui
Texto 8 - " Bebo de ti" - MissM 
Texto 9 - "Depois de te beijar no canto da boca" - nAnonima, que mora aqui
Texto 10 - "If I buy you toys I get to see you use them?" - Vício, que mora aqui
Texto 11 - "Puta"- (Ela), que mora aqui
Texto 12 - "tão oferecida, tão dada... a Clara" - Lugar Lotado, que mora aqui


terça-feira, 8 de abril de 2014

tão oferecida, tão dada... a Clara

Desafio - texto 12

jamais a esqueciam. Semblante armazenado em qualquer um, num só neurónio, desenhando linhas de sorrisos astutos e atrevidos.
Silhueta em memória, despertando estímulos preguiçosos, conduzindo-os ao prazer.  
Sonhavam-na pela manhã, prolongando minutos ao erguer, aclarando o raiar do amanhecer.
Recordavam-na despojada, majestosa figura, segura em beleza e acre em certeza.
Desejavam-na com fome, porém na certeza de nunca o apetite sucumbir, acrescendo a sede em saciar.
E queriam-na, entregando-se em egos fracos, nasciam pedintes de afectos demorados, trasbordantes sensações breves.
Ser dela seria sempre em enlace fantasioso, desprovido de sentido e força.
Sobre a imagem que era dela, acariciavam-se devagar, agora já pela noite insuportavelmente silenciosa. Amavam-na sem alcance, numa inércia solitária e frustrante, como antes.
E Ela dançava em suas mentes, movendo sumptuosa mentira, tal golpe de Éden. E Eles se viam atordoados, visualização acorrentada e incompleta num vir.
Respiravam depois devagar, pediam seu doce regresso, um recomeçar, talvez um começo que nunca fora um início. Fazia já tanto tempo...
O medo povoou-os , de que ela não sairia de suas cabeças, eles não mais suportaram, tanta noite Clara.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Puta

Puta! Vestia a pele da vadia que se sentia nos recônditos espaços que sobravam do seu espírito, toldado na medida do impossível pela vontade cega de derramar o que lhe ia na alma e o que lhe consumia amiúde o corpo. Puta! Sentia-se a promíscua concretização do desejo, da vontade inacabável de se satisfazer no corpo alheio, de se encostar e roçar sem dó nem piedade nos membros erectos que se colocavam no caminho da sua boca. Puta! Entrava na personagem que sabia fazer parte do seu íntimo, da sua libido incontrolável, que soltava quando tirava a máscara ao mesmo tempo que despia a lingerie e se entregava aos mundanos prazeres da carne. Puta! Escorraçava a razão e o socialmente perfeito enquanto se desapossava das cuecas já molhadas do sabor do seu desejo, da expectativa de se ver possuída e enlouquecida pelo queimar do toque e do beijo, do lamber e da sofreguidão de uma penetração ritmada e forte, dotada do poder de a consumir sem a estragar. Puta! Queria mais, queria cegamente experimentar e provar todos os prazeres, todos os sabores, todas as sensações. Queria o derramar cristalino da viscosidade das suas entranhas, queria a sempre insaciável degustação, o sempre perene orgasmo, a repetição desmedida dos corpos sucedendo-se em investidas animais e desprovidas de ligação. Puta! Um estado de espírito consubstanciado no corpo latejante numa dor simultaneamente dolorosa e saborosa, numa vontade de sair e percorrer a avenida em busca de alimento, uma fome inesgotável de surripiar do corpo alheio a vida, a essência, a energia, o cabal satisfazer da vagabunda vontade em se vir, e vir e vir novamente.

Desafio - texto 11

sexta-feira, 28 de março de 2014

If I buy you toys I get to see you use them?

Desafio - texto 10

Chego ao hotel à hora combinada. Exatamente como me disseste, 30 minutos antes de ti. Sítio recatado, bonito, com imenso bom gosto. Dirijo-me à receção e levanto a chave. Tento respeitar ao máximo o pedido feito por ti. Entro no quarto e desço um pouco as persianas. A penumbra torna tudo bem mais interessante. Vou à carteira e retiro os brinquedos. Espalho-os em cima da cama, tal como me tinhas dito. Sinto-me terrivelmente excitada, quero corresponder ao máximo a todas as tuas exigências. Gosto de homens com atitude e isso tu tens de sobra. Agrada-me. Gosto de receber ordens que sejam na medida exata. O telemóvel apita a chegada de uma sms. Tua. Leio e sorrio. O antecipar de toda a situação deixa-me ainda mais molhada. Tal como me ordenaste, dispo-me. Tenho uma vontade louca de me tocar. Ânsia de me vir. Olho para os vibradores que parecem todos sorrir para mim. Verdadeira tentação! Uns orgasmos agora iam mesmo bem, penso. Ainda enfio um e outro dedo, acalmando um pouco a tensão que sinto. Rapidamente lembro-me do que me disseste. Retiro os dedos de dentro de mim e cheiro-os. Não resisto a provar-me. Sorrio só de pensar em possíveis cenários. Quero-te comer, quero que me comas, eu sei lá que mais. Sou inundada por um sem número de pensamentos. Todos indecentes.  Fico com receio de ficar pela metade dos meus planos, tanta é a ânsia de querer tudo. Dirijo-me à porta e deixo-a destravada. Foi o combinado. Verifico mais uma vez o telemóvel e coloco a água a correr. Bem quente. Entro no duche. O escorrer da água pelo meu corpo, o passar das minhas mãos pelas mamas, por ela, tudo me excita.  Estou no ponto certo. Deixo-me estar assim com a água a cair no corpo. Sinto por demais a necessidade de a foderes. Vou-me acalmando com toques soltos de intensidade variável e não  noto a tua chegada. Lentamente despes a roupa. Estás absolutamente deliciado com o cenário que encontraste. Nua, totalmente disponível, de costas para a entrada e a  masturbar-se. Estás francamente excitado. Visualmente excitado. Entras no duche e encaixaste por trás, apertas-me contra ti. Agrada-te o ambiente quente e húmido que nos envolve. Debruças-te ligeiramente sobre mim e beijas-me o ombro. Mordes-me. Trincas-me com força. Gemo no meio de alguns protestos.  Afastas-me o cabelo molhado com os dedos. Puxas-me por ele fazendo-me dobrar a cabeça para trás enquanto a tua boca se dedica a devorar o meu pescoço. Começas com a ponta dos dedos a percorrer o meu corpo, bem devagar. Sentes a textura da minha pele molhada. As curvas, o sabor, o cheiro. Prendes-me os braços e impedes-me de me mover livremente, ao mesmo tempo que os teus pés afastam os meus deixando-me completamente aberta à tua disposição. Vitorioso sussurras-me ao ouvido "Estás pronta puta? A nossa brincadeira vai começar! Agora!"


segunda-feira, 24 de março de 2014

depois de te beijar no canto da boca,

onde a maciez dos lábios se junta à textura quente da pele do rosto, vou beijar-te os dedos, um a um... vais olhar-me assustada, um pouco desajeitada, porque nunca ninguém te beijou os dedos assim, um a um. vou passar levemente com a mão no teu rosto, seguir o contorno da tua boca e sossegar-te com os olhos. vais fechar os teus e deixar-te levar pela vontade de experimentar mais... sempre mais....
vais tombar na cadeira e eu vou ajoelhar-me em frente a ti. vais começar por dizer que não, que nunca fizeste isso, e eu vou silenciar-te suavemente com beijos ternos nas pernas desnudas. não vou ser uma, nem um, não vou ser ninguém, apenas mil sensações, o coração disparado que não se segura no peito, as ancas que não param de ondular. não saberás o que fazer com as mãos e vais deixá-las ficar sobre o peito, tentando escondê-lo de mim. de vez em quando, irás levá-las à tua boca e irás morder os teus dedos. é o medo, a vontade, o desconhecido. tudo te atrai, mas julgas não ter coragem para continuar. porque sentes aquele aperto, aquele peso que te dificulta a respiração...
ergo-me, preciso de te beijar o rosto, tenho de te acalmar. tens ao mãos molhadas da ansiedade.
os teus olhos procuram os meus, mas apenas por alguns segundos. preferes entregar-te de olhos fechados. refugias-te. eu acaricio-te o rosto, desço as mãos pelo teu pescoço esguio e massajo-te um pouco. deixas sair um gemido quase inaudível. a tensão do corpo abranda. toco-te então no colo, onde sinto os teus ossos,  e beijo-te aí. continuo a descer, suavemente, até tocar os teus seios. retrais-te...
nunca fizeste isto, repetes. eu sei. os teus mamilos duros anseiam pela minha boca, e tu sabes disso. mas não lhes toco ainda. começo por te lamber os contornos dos seios. sinto-te num dilema. queres mais, mas não consegues pronunciá-lo. deixo-te ficar nele por mais algum tempo e exploro as tuas axilas, os teus braços, a tua barriga. macia, tão macia...
beija-me... pedirás tu, enquanto me seguras a cabeça e a encaminhas novamente aos teus seios. com mais força, começarás tu agora a pedir. assaltam-te as dúvidas de vocabulário. como chamar as coisas. eu percebo, mas dá-me gozo em te sentir assim, perdida mas sincera, e pergunto-te onde queres tu que eu te beije. aqui... aqui, onde?... nas mamas... queres que te beije as mamas? é isso? sim, anuirás tu... então diz. diz que queres que eu te beije as mamas, diz que as tuas mamas são minhas, diz o que queres, diz... e tu dirás. e eu irei agarrá-las com força, de uma só vez, apertá-las como quem morre de fome e irei chupá-las. sentir-te a textura dura e suave, saborear-te o salgado do suor que sai dos teus poros. vou mamar-te sem pudores e tu irás gemer sem vergonhas. ao sentires a minha boca, devorando-te o corpo, deixarás de pensar no mundo, nas definições, no passado e no futuro. nada mais haverá em nós, para além de nós. continuo?...
não pares! suplicarás, quase num grito agudo. sou tua... e é nessa inocência de quem se dá assim, que me sei tua prisioneira, tens me sem o saberes. farei tudo o que pedires, ainda que penses que sou eu quem controla o momento. não sou. és tu. continuo, sorvo-te agora...
ajoelho-me novamente. tens pressa. queres-me agora, mais, toda. deixo que um fio de saliva te caia no umbigo, molho os dedos e procuro a tua vagina. entro nela apenas uma vez e olho-te. quero que peças mais, que implores por mim. sim... dizes primeiro. SIM! gritas de seguida. quero. QUERO. abro-te os lábios apenas com uma mão, enquanto a outra se mantém nas tuas mamas e toco-te com a língua no clitóris. nada mais faço do que tocar-te assim, e tu, que já não estás em ti, gemes cada vez mais alto. a minha língua rija abranda, abre-se para ti e suavemente lambe-te desde o clitóris ao ânus. queres mais. penetro-te então repetidamente, o mais fundo que consigo. sinto-te a desfalecer. ajeito-te na cadeira e continuo.
vejo-te agora entregue, solta. mordes os dedos, largando os braços da cadeira, reviras os olhos, entregas-me a cona, abrindo as pernas.
queres que te encha. pedes. atreves-te. fode-me. o orgasmo está-te tão perto, que quase o sinto nos meus dedos, agora dentro de ti. as paredes do teu corpo contraem-se e apertam-me. paro.
e recomeço. agora massajando-te o clitóris e lambendo-te aquele pedaço carne quase submerso em líquidos. gosto do teu sabor. quero que te venhas na minha boca...e tu vens-te. apertas-me no meio das tuas pernas que tremem entre os espasmos, os teus olhos perdem-se por outros mundos e o teu arfar pára de forma abrupta para se transformar num gemido profundo e intenso. e ainda assim, eu continuo. conseguirás vir-te outra e outra e outra vez, agora já quase de forma dolorosa. ficamos quietas, em silencio, apenas com as nossas respirações e o bater descontrolado do teu coração, durante alguns minutos. antes que a vergonha te aflore, vou-me.

o teu sabor fica-me na boca, o teu cheiro nas mãos e nada mais. acabou.


Desafio - Texto 9

sexta-feira, 21 de março de 2014

"bebo de ti"

Desafio - Texto 8



Uma mão que se move com urgência em ti
Sinto-te assim molhada … quente!
Toco-te somente com a ponta dos dedos
O teu calor percorre-me o corpo!
Urgência em te saborear, te provar, te beber.
Dedos que deslizam por entre os lábios
Boca que se junta
Aumentando a cadência.
O arquear das tuas coxas
Dedos se enterram cada vez mais em ti
Sigo-os com a minha língua
Perco-me em ti
Sinto-te assim...
Fluidos que me invadem a boca
Se espalham pelas faces
Bebo de ti, sacio a minha sede no teu néctar...
Invade-me uma mescla de odores, de sabores!
Movimentos que aceleram
Descontrole que se aproxima...
Gemidos libertados ecoam naquele espaço.
Sinto na língua … o teu corpo que se contrai
Em espasmos alternados, irregulares...
Sinto o teu corpo a abandonar-se na intensidade da tua explosão 
Que gozo sentir-te assim...
Subo pelo teu corpo
Lábios que se juntam
Beijos que misturam sabores...
Corpos que se enrolam buscando mais satisfação...
Olhares que se cruzam em entendimentos silenciosos ...
Em que ambas sentem esse querer recomeçar!!!

quarta-feira, 19 de março de 2014

Desconhecidos

Desafio - texto 7

Um olhar trocado, chama incendiada, distância reduzida. Ele não tirou os olhos dela, ela não tirou os olhos dele. Caminharam em direcção um ao outro. Suspiravam, ansiavam sentir o cheiro um do outro. E a distância encurtava progressivamente. E o coração batia cada vez mais forte, a ansiedade envenenava o sangue nas veias, aumentava o desejo de se sentirem pele um do outro, carne com carne, volúpias misturadas, suores partilhados, tudo passava diante dos seus olhos em cada passo que marcava a aproximação. Estacaram a poucos centímetros um do outro. Fixavam o olhar, desenhavam com os dedos os próximos movimentos do pensamento. Queriam-se, disso tinham a certeza. As dúvidas tinham ficado no passado estacionado a alguns metros atrás. Sentiam a respiração a aumentar a cada segundo que se tocavam meigamente. As mãos percorreram as curvas do rosto, delineando o caminho onde os beijos iriam passar, lentamente, provocando descargas de adrenalina e aumentando o ritmo com que se queriam engolir um ao outro. Deixavam-se arrastar pelos sentidos. Abandonavam-se um no outro como apenas um corpo em movimento, eram um do outro nos beijos, nos toques mais ou menos requintados, mais ou menos intensos dos dedos que exploravam concavidades no corpo, com que entravam um no outro até se fundirem em gemidos, suores, lágrimas de prazer que brotavam de todos os poros das suas peles. Foram ali naquele metro quadrado de espaço, numa rua qualquer, foram desconhecidos abraçados pelo abismo de morrerem um no outro, levitando no gosto sacudido do orgasmo que lhes lavrou os corpos em segundos. Foram… e deixaram de ser desconhecidos!


segunda-feira, 17 de março de 2014

já não há vazio

Desafio - Texto 6


Sexos duros e direitos que carregam promessas de horas quentes e de viagens explosivas.
Sensualidade densa que altera a noção do tempo e do espaço. As horas deixam de ter regras. Não há limites possíveis.
Os centímetros foram engolidos e saboreados numa união inquietante das peles.
Ela sentiu-se possuída, incapaz de pensar. Os vazios estavam preenchidos. Já não era somente a partilha das carnes que se desejavam, era uma viagem suspensa na eternidade do momento.
Sentia o ritmo dos dois, os movimentos sincronizados, o prazer doce do sexo molhado misturado com o sal do cu insolente.
Apetites e vontades que a levam mais longe, que a fazem sentir o colapso dos sentidos.
O primeiro deu o embalo que o outro precisava para manter o ritmo deste tango dançado com três corpos.
Ela gritou, suplicou. Queria mais fundo, mais forte. Queria tudo.
O orgasmo que a atravessou foi violento. Das entranhas sentiu as lágrimas do prazer que escorria.
Plenitude vivida na intensidade da explosão.


sábado, 15 de março de 2014

vontade cega

Desafio - Texto 5


Assim que entrei no restaurante, os meus olhos bateram nele.
Moreno, uns olhos verdes que sobressaíam brutalmente numa pele morena, vestido de camisa preta e blazer, também preto.
Sentei-me umas mesas mais à frente, e percebi que também tinha sido notada.
Estava sozinho, tal como eu, que tendo levado uma nega de última hora da minha melhor amiga, recusei-me a ficar em casa, com toda a produção que tinha feito.
Sentia-me extremamente lasciva, e acho que isso transpirava para quem estava à volta. Tinha passado a tarde a trocar mensagens indecentes com aquele meu amigo, e não via a hora de me encontrar com ele para passar das palavras...aos actos. Ele deixava-me louca com aquelas promessas, e com todas as fotografias ordinárias que me mandava. As nossas conversas iam simplesmente ao rubro, ao ponto de ter que me ausentar por mais do que uma vez para o W.C. no trabalho, para me masturbar. Como me sentia capaz de tudo, a roupa acompanhava esse meu estado de espírito. Por baixo de um pouco comportado vestido preto, tinha vestido para aquele jantar, lingerie vermelha de fazer corar uma puta, e sentia que isso me dava um certo poder que não passava despercebido, ainda que ninguém conseguisse vê-la.
Após chegar o vinho que pedi, tomei o primeiro gole, e olhei para aquele homem. Ele acompanhou-me no olhar e no gesto, e decidi cruzar a perna. Tenho a certeza que percebeu imediatamente o limite das minhas meias junto à coxa, por baixo da racha do vestido, que era exactamente o que eu pretendia. Esboçou-me uma espécie de sorriso, e desviei o olhar. Distraída, deixei que umas gotas de vinho me escorressem para fora de boca, tendo-as apartado prontamente, com o indicador, chupando-o, discretamente, em seguida. Senti-me numa sedução batida e barata, mas a minha intenção era simplesmente provocar aquele homem que não conhecia de lado nenhum, e que, só com os olhares que me deitava, já me fazia querer foder loucamente com ele. E se apelar para clichés mexesse com ele, eu estava disposta a experimentar...
O facto de não termos ninguém entre nós, nem sequer na nossa fila de mesas, potenciou a continuação do jogo. À medida que o jantar avançava, as coisas iam-se descontrolando, tendo eu a certo ponto, afastado completamente as pernas para que ele visse o quase inexistente fio-dental vermelho transparente que eu trazia. Ele baixou, discretamente, uma das mãos em direcção ao sexo dele, e entendi aquele sinal, com um indicador claro de que ele já estaria tão entusiasmado como eu.
Uma onda de tesão, incontrolável, invadiu-me repentinamente, e agarrando na pequena bolsa, dirigi-me ao W.C., fitando-o directamente, quando passei por ele.
Já lá dentro, olhava-me ao espelho, pensando em como abordá-lo, lá fora, quando a porta se abre e ele entra. Vi-o, através do reflexo, e não trocámos palavra. Agarrei-me a ele, e trocámos de imediato um fogoso linguado, com ele sentando-me de seguida, em cima da bancada. Juro que naquele instante a única coisa em que eu conseguia pensar era em que ele me fodesse, de forma louca, ali mesmo, sem preocupações com quem pudesse entrar.
Apalpando-me inteira, baixou-me o vestido na zona do decote, e encontrou o meu peito totalmente exposto, no soutien sem copa que trazia. Sugou-me os mamilos, de forma faminta, enquanto eu tentava abrir-lhe alguns botões da camisa. Desceu depois por mim, fez-me inclinar um pouco para trás, e passeou a boca entre as minhas coxas, para logo em seguida, desviar-me a minúscula cueca e enterrar a língua dentro de mim. Lambeu-me fervorosamente, fazendo-me gemer, louca de satisfação, até me vir nele, em espasmos violentos. Não esperei por me recuperar. Levantei-me e puxei-o para dentro de um dos cubículos. 
Fechei a porta e baixei-me à sua frente. Senti-lhe com a mão a erecção descomunal que escondia dentro das calças, e tirei-lhe o membro para fora, abrindo simplesmente os botões, sem sequer as despir. Manobrei-o durante alguns segundos e engoli-o, completamente ávida dele. Fi-lo entrar e sair da minha boca, enquanto o olhava nos olhos e lhe via a fúria de tesão quase a explodir. Subitamente, ele puxou-me para cima e virando-me de costas para ele, subiu-me o vestido, agarrou-me no rabo, afastando o fio-dental e penetrou-me. Não consegui conter um grito de intenso prazer. Enquanto ele me fodia, sentia-me a descarregar a enorme tensão acumulada com aquele meu amigo das mensagens. Entreguei-me por completo aquela loucura, entre dois corpos, cujas pessoas nem o nome uma da outra sabiam, e que faziam bater ao ritmo das investidas, a porta de madeira daquele pequeno quadrado onde estavam. Se alguém entrasse perceberia de imediato o que se estava a passar. 
Quando ele intensificou ainda mais os movimentos, percebi que estava prestes a vir-me. Levei os dedos ao meu clítoris e em pouco tempo, vivi um orgasmo avassalador. Senti-o inundar-me por completo alguns frenéticos segundos depois, acompanhado por um sonoro uivo.
Ficámos breves instantes, ambos de mãos apoiadas na parede, recuperando o fôlego, até que ele afastou-se apenas o possível dentro daquele espaço tão pequeno. Recompondo o vestido, olhei para ele e disse-lhe apenas...obrigada, sorrindo ligeiramente. Abri a porta, olhei-me ao espelho, retoquei apenas rapidamente o baton e saí. Nem voltei para a mesa, pedi de imediato a conta ao balcão.
Abandonei o restaurante com o sangue a correr-me brutalmente nas veias, e enquanto me dirigia ao carro, e lembrava aquele homem com quem tinha acabado de viver todo aquele delírio e do qual nem o nome sabia, só pensava, em como muitas vezes as entranhas do desejo nos cegam por completo e fazem que com cedamos à vontade cega que o corpo nos impõe.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Sempre podes te vir hoje?


Desafio - texto 4

Sonhei contigo. Sonhei que ganhaste coragem, vontade, tesão. Que trouxeste dois amigos teus de surpresa cá a casa. Sonhei que me puxavas à parte e me dizias ao ouvido “Quero ver-te ser comida por eles!” Eu fiz-me de esquisita, a roçar o púdica, para esconder o tesão que me corria pelo corpo. Chamei-te louco e tarado, mas tu calaste-me com um beijo e, antes que eu pudesse dizer alguma coisa, fizeste sinal aos teus amigos para se aproximarem de mim.

Um deles (o mais baixo) não perdeu tempo e beijou-me enquanto o outro (mais alto e mais bonito), com as mãos, tirou as medidas ao meu corpo. Enquanto eles, sedentos de uma foda, exploravam o meu corpo, tu abriste uma garrafa de vinho e sentaste-te no chão, afastado de nós, mas com uma das melhores vistas do mundo.

Quando dei por mim, já estava apenas de cuequinhas com os dois estranhos a partilharem as minhas mamas. Um deles apenas chupava, mas o outro era mais experiente e sabia bem o que fazer com a língua: ora passava de leve com a língua, ora chupava ou mordiscava o meu mamilo. Eu deixei-me ir por completo. Levei as mãos aos respectivos caralhos, um deles mais teso que o outro, e massajei-os por cima das calças. Mas eles quiseram mais e obrigaram-me a ajoelhar. Enquanto eu lhes desabotoava as calças, eles tiraram as camisas e rapidamente estavam os dois nus, só para mim. Abocanhei o mais duro (sei bem o que quero) enquanto punhetava o outro. E tu, ao fundo da sala, sentado no chão, bebias mais um gole de vinho, esforçando-te para não te juntares a nós.

Certamente que os avisaste da tua tara pelo meu cu, porque eles sentaram-se no sofá e pediram que os chupasse com o meu buraquinho empinado para tu veres. Obedeci. Curvei-me sobre eles e, lentamente, tirei as cuequinhas e deixei o meu cu liberto para os teus olhos. Não era das melhores posições, mas o facto de saber que estavas a ver fez-me esquecer o resto. Alternei entre os dois caralhos. Eram diferentes em tamanho, cor e largura. Não resisti e levei uma mão até à minha cona. Estava molhada e a pedir um bom caralho dentro dela. Masturbei-me enquanto dividia a minha boca pelos dois paus. De longe disseste “Tira-lhe a mão!”… Ah, o teu egoísmo, sempre o teu egoísmo. O teu amigo mais baixo cumpriu a tua ordem e obrigou-me a segurar-lhe no pau enquanto o chupava. Mudei a atenção para o outro. Pu-lo na boca até não caber mais e ele gostou. Segurou-me na cabeça e obrigou-me a ficar com o pau todo dentro da boca. Senti-o tocar bem fundo e ele olhou para ti e sorriu. Filho da puta, fez-me engasgar. Tu riste-te. O teu amigo começou então a comandar os movimentos da minha cabeça. Ora rápido, ora lento, ora só até meio, ora até ao fundo. O outro levantou-se e ajoelhou-se atrás de mim. Senti a língua passar ao de leve na minha cona. Arrepiei-me: finalmente alguém ignorou o teu egoísmo e saciou-me a fome. Estava tão sedenta de prazer que não demorou muito até ter um orgasmo na boca dele. Senti-o sugar-me mais ainda e enfiou um dedo em mim.

Tu querias mais e mandaste-os foder-me. “Comam essa puta”, disseste. O mais alto levantou-se e o outro sentou-se no sofá e puxou-me para cima dele. Senti-o entrar, finalmente, em mim e ele obrigou-me a ficar sentada para que o outro pudesse penetrar-me o cu. Senti-o roçar a cabeça do pau no meu buraquinho, lubrificou e, sem pedir licença, enfiou até ao fundo. Gritei. O cabrão podia ter avisado. Aproximaste-te. Quiseste ver o meu cu ser comido por outro mais de perto. Sentaste-te ao nosso lado e, enquanto eles me fodiam ao mesmo tempo, batias uma punheta, bem devagar, e bebeste mais um gole de vinho.

Eu gemia alto. Era impossível não o fazer. Tinha dois caralhos dentro de mim, a foderem-me com força e desejo. O que estava sentado no sofá chupava-me as mamas e tu, por graça, decidiste derramar vinho pelo corpo. O teu amigo agradeceu e chupou ainda com mais vontade e sede. Eles estavam loucos, percebia-se facilmente. Sentiam-se um ao outro dentro de mim e isso dava-lhes mais tesão. O que estava a foder-me o cu deu-me uma palmada e tirou o caralho de dentro de mim. Senti um líquido quente escorrer-me entre as pernas. O filho da puta veio-se e nem se lembrou de partilhar aquele leite quente. Chamei-o e chupei-lhe o que faltava sair. O outro percebeu que eu estava sedenta de leite e não demorou muito a vir-se também. Tirou-me de cima dele, pelos cabelos, e levou-me a cabeça até ao caralho dele. Veio-se na minha boca e ainda a fodeu por uns momentos.

Puxaste-me para o pé de ti. Chamaste-me puta, cadela, fodida. Sorri, ainda com resto do esperma do teu amigo na cara. Levantaste-te e empurraste-me para o sofá. Fodeste-me a boca até te vires. Só tiraste o caralho quando tiveste a certeza que eu iria engolir tudo. Engoli e tu chamaste-me “Linda!”

Podes vir hoje? Traz os teus amigos!




quinta-feira, 13 de março de 2014

Pego-te com jeito,

isolo-me do mundo e concentro-me no prazer. Dizem que é proibido, mas não quero saber. Faço o que gosto e deixo-me embalar pelo que me faz feliz. Envolvo-me suavemente na intensidade do toque. Deixo que as minhas mãos o exponham para mim, atabalhoadamente como é o meu jeito de desembrulhar surpresas. Todo ele. Mas sem pressas, demoradamente. Não há urgência. A urgência é unicamente minha. Este momento é só meu, inteiramente para mim, para eu saborear e devorar como bem entender. Sou rainha e senhora do pedaço e tu estás aqui às minhas ordens, hoje apenas, para me deliciar. E não te oiço queixar. Aproximo a língua e antes de te tocar gosto de te sentir a textura e o cheiro. Inspiro, expiro, ansiosa pelo momento, mas deixo que este dure para lá do razoável. Sou assim, gosto de prolongar o que me deixa feliz. Entretenho-me a brincar e a abusar da expectativa. E demoro, e demoro... Por dentro sinto-me a rir como uma criança.


Deixo finalmente que a língua deslize por toda a superfície da tua ponta arredondada, rija, primeiro muito suavemente, como quem joga ao toque e foge. Arrepio-me de antecipação, excito-me com o momento. Molho-lhe a ponta com a minha saliva e deixo a minha língua percorrer cada centímetro de doce prazer. Fecho os olhos. Sinto-me estremecer. A ti, sinto-te a derreter. Literalmente a escorrer. Abocanho-te a ponta e deixo que as primeiras gotas do teu doce se misturem na minha boca e me escorram pela garganta. Quentes. Saboreio-as. Gosto do teu sabor. Tanto. Já não controlo tão bem a lentidão, quero mais, e mais. Com sofreguidão vou deixando que a vontade e o desejo tomem conta de mim. A minha língua percorre para cima e para baixo cada pedaço de duro prazer, agora muito mais rápido, e pelo meio vou sorvendo, chupando e sugando com os lábios como muito bem quero. Desordenadamente. Aperto-te entre a minha boca e sugo-te a humidade. Neste processo faço uns ruídos estranhos mas não me ralo. Quero-lá saber. Sorvo-te apaixonadamente cada pedaço do que já derretes para mim.


Já não fecho os olhos, gosto de te olhar enquanto o faço. Gosto de saber que te controlo e que estás ali inteiramente para mim, à minha mercê e que sou eu que decido quando e como é que vai ser. Para cima e para baixo, uma e outra vez, em toda a extensão do teu comprimento, repetidamente, cadenciadamente num ritmo próprio de prazer, num crescendo constante de velocidade e intensidade, envolto na suave melodia de pequenos sons de arrebatamento e paixão, guturais, profundamente roucos, não entendíveis, sem definição possível. Oh tão bom...tãooooo bom. Sinto que se aproxima o fim. Gosto de te ver perto do fim. Que prazer imenso. Não deixo de te olhar por um segundo, os últimos segundos são os mais vitoriosos. Mas já é tarde. Estás na minha boca mas sinto-te como se viajasses algures no céu. Já partiste, já foste e ohhhhh, já vieste. Rio-me satisfeita. Incrivelmente feliz. Saciada. E lambuzo-me gulosa com toda com a perfeição do teu sabor.


E o lollipop era único, saboroso, de textura dura, 
quase quente, e derretia-se na boca só com a aproximação dos lábios e o toque da língua, 

envolto em satisfação e puro prazer

Desafio - Texto 3