Chegaste e apanhaste-me em flagrante. Estava deitada na cama, nua, com o corpo suado, os joelhos dobrados, as pernas afastadas. Chegaste, ouviste os murmúrios no quarto e vieste, pé-ante-pé, para me surpreender. No ar, o som suave do meu prazer, combinado com a música que eu tinha colocado a tocar. Ficaste à porta a observar o meu pescoço a alongar-se, os meus cabelos a dissolverem-se na almofada, as minhas mãos a dominarem-me, os meus dedos inquietos, a minha carne em fogo. Olhei e estavas a começar a despir-te. Nessa altura levei a mão mais abaixo, onde tu gostarias de estar a colocar a tua língua e suavemente imitei o que seria o teu trajecto, ascendente, descendente, fluído, circulante. Podia ver-te vigorosamente apontando para mim, ainda à porta, sem autorização para entrar. Tu sabes que a penalidade para entrares neste espaço é terrível para ti. Há uma "pecking order" no meu corpo. E nessa ordem, tu estás em segundo. Eu continuei, reconhecendo cada ponto da minha pele onde colocarias as tuas mãos, a tua língua, o volume que entrevia a sair de ti e te fazia contorcer à porta. Mas não, não era ainda a altura. E os meus olhos fecharam-se, o meu corpo arqueou-se, deixei de sentir as mãos e os dedos, a minha boca entreabriu-se num gemido mais forte que se transformou em grito, como sabes que me deixo abandonar na altura do êxtase. Tu esperaste que eu parasse de tremer, que as minhas pernas se estendessem, que as minhas mãos se afastassem, que a minha alma regressasse ao corpo. E só então, em passos cautelosos, temerosos, aproximaste-te de mim e disseste, em modo quase servil: "Minha senhora, prazer em encontrá-la assim." E então sorriste, em tom deliciosamente cúmplice, de antecipação do que se seguiria, quando eu respondi: "O prazer é todo meu."
E o meu nome é louco. Chamo-me Baby Suicida. Tomo mil calmantes e chamo os meus amigos p’ra me verem morrer.
quarta-feira, 12 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
vontades
desafio - texto 1
Hoje estou com uma vontade louca
que me faz clamar a tua boca
Quero o teu beijo molhado
bem safado
a tua língua em mim
a tua saliva
molhando os meus seios
enquanto os chupas avidamente
Quero a tua boca
explorando o meu ventre
descendo até encontrar
o meu sexo já húmido
e que anseia pelo teu toque
Vem ... Lambe, suga, abocanha-me
invade-me com ela
buscando o meu sabor
Vem mata a tua fome em mim
usa-me à tua vontade
leva-me ao êxtase
faz-me gritar de prazer
faz-me perder o controle
vir-me na tua boca
E assim ainda bem molhada
de um orgasmo delicioso
sinto-te entrar em mim
preenchendo-me completamente
e mais uma vez
entre estocadas
cada vez mais fundas
sentimos o prazer que explode em nós
Forte ... Intenso
E entre espasmos e gemidos
Assim ficamos ... Unidos!!!
Desafiei-te
Hoje, dar-se-á início ao desafio. Publicarei os textos com intervalo de 3 dias, para que todos os membros desta maravilhosa aldeia se deliciem, navegando húmidos por palavras escritas a pena rubra por estas mulher garbosas.
Todos os textos são originais de autor, sem revisão ou critica. As imagens que acompanham os textos foram igualmente sugeridas pelas autoras dos mesmos.
Alerto para o facto, deste blog possuir moderação de comentários, nesse e só nesse caso, terei de excluir os comentários de conteúdo impróprio ou ofensivo, todos os outros serão moderados normalmente.
No final deste desafio (finda a 31 de Março), será revelada sem referencia a que textos, as participantes e os links de seus fantásticos blogues.
Sentem-se confortavelmente nas vossas poltronas, folheiem todos os sentidos, sintam e usufruam da melodia de encantamento destas musas.
Apertos,
Babysuicida
Apertos,
Babysuicida
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
DESAFIO
Tenho a dizer que estou (já) repleta de tesão!
(com a chegada de 3 textos maravilhosos )
BRAVO!!!!
Nota: começam a ser publicados a partir do dia 10 de Março para não influenciar quem ainda não participou.
enviar para : babysuicida@gmail.com
I
I
I
V
ler post anterior
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Bom, e agora já se
fodia. Praticava-se o amor....
Ai que já nem sei o que me trazia a esta parte... Ah, já sei! Trazia-me um desafio por pôr em prática. Falei, via chat, com altas figuras, sim de grande gabarito aqui da nossa praça, para participarem no desafio. Lamento jovens, sim vocemessês cheios de vitalidade, mas este será só para as baby´s. Sim, prometo que depois lanço um para vós, não amuem.
DESAFIO para BABY`S
Orientações: Escreve um post sobre o tema:
"Derrama o que te vai na alma e... no corpo, das entranhas do desejo à vontade cega."
Utiliza a linguagem que achares por bem, mete mão na anca, enfia chinelo no pé e liberta o teu Alto Pina!
Mas, MAS (há sempre um MAS), faz vir as pedras da calçada!
Aquece o ambiente.
ObS. Os textos não serão identificados, para que a liberdade de pensamento e vontades literárias sejam a única lei de palco.
No final do desafio, serão mencionadas as participantes no desafio
Enviem os textos para, babysuicida@gmail.com
O desafio finda a 31 de março
O desafio finda a 31 de março
E o já se fodia, era um pretexto para me darem atenção. E sim, já se fodia qualquer coisa.
Pode ser na volta de correio. Ok? Combinado!
A vossa, Adelaide.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
é bonito. É da cidade!
alô.., quem? O amor!? não percebo nada...
alô.., quem? O amor!? não percebo nada...
Tudo gente bonita, aqui na nossa aldeia!
Não diziam, mas sei que pensavam, aqueles que tinham sido "chutados para o charco".
Até aqui, se é preciso bonito. Magro, radioso, mais para o poderoso e claro bem vistoso! Ou será um manipular manhoso? Aldeia cruel.
Não diziam, mas sei que pensavam, aqueles que tinham sido "chutados para o charco".
Na aldeia, que passa a vila e a ambicionada cidade, algum quer a sua chave. E que lhe beijem entranhas, sobre a grandeza de suas manhas! Vila cruel.
Não diziam, mas sei que pensavam, aqueles que tinham sido "chutados para o charco".
- E porque não fui eu convidado? O bonito está sempre safo...
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
hoje, sinto-me longa, e...
estupidamente feliz. Hoje, sinto-me estupidamente feliz. Gosto deste estado. Lembra-me o palpitar entre pernas no tempo do liceu, quando dava o toque de saída e nos apressávamos para a escadaria ao fundo do corredor. Lambíamos o que dava para lamber, num medo da chegada de alguém, o nervosismo dava lugar a tesão maior.
Hoje, sinto-me estupidamente feliz, minha cama suprema, que me enche o conteúdo, não me deixa linhas por escrever. Não me alarga, não me desmancha, não me constrói, mas também não destróis.
Hoje, sinto-me estupidamente feliz, traduzi o mau estar de ontem, a negação ao que me parecia tão exacto e preciso na vontade. Que importa? Hoje, vou ter contigo, demorarei horas a chegar, mas sei que chego neste dia que ainda é o de hoje, e me sinto estupidamente feliz. E se passar da meia noite deste dia, ainda sei que me envolves, me apertas, me sentes, me estimas, me mimas, me enches de um tempo vago, mas tão nosso, tão escondido do que sempre foi.
Hoje, estupidamente sinto que quero me apaixonar, como nunca senti desta forma, tão obvia, tão clara na minha mente que estupidamente me mente. Que importa? Hoje sinto-me estupidamente feliz, e no meu pensar não será problema amar. O corpo perde a razão, ficou cego e a achar que não haverá então distorção.
Hoje, fica tu também estupidamente feliz. Todos dizem para nos entregarmos como antes, como naquela altura do liceu. Seremos agora menos amantes? Com símbolos mais sofridos? Continuamos é certo nervosos, não que os outros nos vejam na escada, mas que nos encontremos numa paixão que assusta, que vicia, que chora, que dói de ardor, acusando a nossa existência. Recuso não pensar te ter assim, hoje, estupidamente feliz.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
conversa de lábios
terás tu um irmão? Alguém pelo menos com lábios iguais? Pode ser mais alto, um corpo de metro e noventa será demais? Chegaria-me, se só tivesses setenta!
Escrevo-te a dizer que gostei do nosso beijo, foi cheio, foi sentido, foi desesperado, talvez pouco amado.
Vejo-te no meu sofá. Ficas bem por lá. Combinam as tuas calças de sempre no fundo ocre calcado.
Foi um beijo demorado. Recordado também.
Fazes-me lamber galões e fumar cigarros. És um beijo desejado, molhado, desacreditado. Onde se compram beijos assim? Moldes de lábios pensados, que podem ser salgados ou demolhados ou envinagrados, que importa, onde se compram?
Não, não os quero adocicados. Esses são malvados...
ah sei, só tens uma irmã... e então, beija bem?
"Trocaria a memória de todos os beijos que me deste por um único beijo teu. E trocaria até esse beijo pela suspeita de uma saudade tua, de um único beijo que te dei." Miguel Esteves Cardoso
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
o homem que transpirava dentro da caixa
eu, desistia de te ver, nunca te veria afinal. assim, com suave carícia, entregava-me ao cerrar de meus olhos e sentia-te o cheiro. és de belo inalar, pequeno homem da caixa. de ombros a préstimo, pouco denunciantes até, para o que quer parecer-se. iguais ao prenúncio cadastrado nos sentidos do sentir.
enrolas na caixa, tabaco tocado, num deslumbre que existe entre mortalhas, em ânsia de sucumbir o belo, o esguio, o esbelto parecer.
vives daí.
eu, desistiria de te conhecer, nunca te conheceria afinal. assim, não arriscarei em perder-te, não te roubarei ao sabor em meu sonho de te imaginar. és de belo aparente, meu desejo te ter, pequeno homem da caixa. de olhar escondido, de cor escura em efeitos, raiados a web, fechados a preceito.
vives na caixa meu amor.
"Procuro tentar entender aquilo que nem mesmo eu sei explicar. Esta luz que me invade aos poucos, talvez, quem sabe, possa me ajudar ... Ou até mesmo possa explicar o que acontece por aqui..."
(desfio para My skin n Under)
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