Este dia tem as suas particularidades. Um de novembro. Não sei se me traz bom augúrio, talvez, ou simples cisma e embirração.
Opto por algo estranho. Penso em pessoas que me encheram o corpo mas nunca a mente, cheios de promessas que nunca duraram, deixaram só pedaços perdidos na parte detrás da memória.
Vamos deixar a mente descansar e lembrar que o coração continua a bater com o mesmo tesão que entre pernas. Vamos colocar a descansar o passado, deixá-lo morrer com justiça.
Estou carregada de multidão, desejo e destino. Ardo de vontade de ser penetrada e chamo o teu nome, sejas tu, quem queiras ser. Anda, vem, faz-me sentir vibrar, como num mergulho em mar revolto. Anda e dá-me, faz-me a vontade. Usa-me de novo, és bem vindo à devoção, serás lenda e degustação.
Já te oiço, te vejo, te escuto a quebrar todas as mentiras e a viveres mais esta ilusão. Ei, sinto-te o fogo, continua, não pares. Rouba-me, engole-me, chupa-me e absorve!
Quente, ardo, suspiro, anseio dessa tua felicidade...
"Daí-me outro viés de ilusão"





